Ficção de polpa – Crime!
Não Editora lança quarto volume da antologia
postado por Lu Thomé em 21 de março, 2011
Com três volumes publicados, a coleção Ficção de polpa inicia uma nova fase, voltando-se para um conceito mais abrangente, dentro da proposta de publicar literatura de gênero. Anteriormente direcionada para contos de ficção científica, fantasia e horror, o quarto volume da coleção publica um dos gêneros literários que mais despertam a atenção dos leitores: a literatura policial. O volume quatro traz seis contos de autores brasileiros e um português, que reúnem mistério e suspense.

Ficção de Polpa – Crime!, lançamento da Não Editora, terá sessão de autógrafos no dia 23 de março (quarta-feira), às 19h30min, no Cult Bar, em Porto Alegre.
O idealizador e organizador do projeto Samir Machado de Machado explica o interesse nas histórias de crime. “Pode-se dizer com segurança que, entre os gêneros literários, as histórias de crime e seus subgêneros sempre gozaram de maior popularidade, não apenas por terem um forte apelo realista, não apenas pelo inegável interesse mórbido que leitores de qualquer lugar do mundo sempre nutrem por histó¬rias de assassinatos, roubos e todo assunto capaz de preencher as páginas de um noticiário policial, mas, acima de tudo, pelo apelo à razão. Onde há um crime, há um criminoso, e descobrir o culpado é sempre propor um jogo, quer o leitor tome parte dele ou apenas o acompanhe sem compreender muito bem para onde está sendo levado – até chegar à revelação final.”
O livro traz seis contos: As muralhas verdes, de Carlos Orsi, sobre um assassinato cometido dentro de um reality show; A conspiração dos relógios, do português Yves Robert, continuação de Traz outro amigo também; A aventura do americano audaz, de Octávio Aragão, uma aventura com Sherlock Holmes; A carne é fraca, de Rafael Bán Jacobsen, sobre crimes cometidos num açougue no século XIX; A agulha de Calcário, de Carol Bensimon, sobre um hotel temático de detetives em Etretat; e Um dos nossos, de Carlos André Moreira, um conto hard-boiled sobre um crime envolvendo assaltantes de carros-fortes em Porto Alegre.
Outro destaque, já tradicional do projeto, é a faixa bônus, com uma tradução especial. Essa edição traz o conto A moeda de Dionísio, de Ernest Bramah, com o personagem do detetive cego Max Carrados, à sua época tão popular quanto Sherlock Holmes, mas que com o tempo caiu em esquecimento. A tradução é de Bruno Mattos.
A capa do Ficção de polpa – Crime! foi feita por Jader Corrêa (arte) e Matias Strebb (cor), com supervisão artística de Daniel HDR (Dínamo Studio — http://dinamo.art.br/). E diferente das edições anteriores, o novo Ficção de polpa ganhou ilustrações produzidas pelos desenhistas Diego Moreira, Elvis Moura, Fernando Gil e Rodjer Goulart, do Dínamo Studio, também com supervisão artística de Daniel HDR, além de Maurício N. Sants e Bernardo Assis Brasil, da Animake (http://www.animake.com.br/).
LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA FICÇÃO DE POLPA – CRIME!, com sessão de autógrafos dos autores
Data e horário: 23 de março de 2011, às 19h30min.
Local: Cult Bar (Rua Comendador Caminha, 348 – Porto Alegre — RS). Entrada franca.
Preço: No lançamento preço especial: R$ 20,00 /Depois R$ 25,00 (exemplar) — Formato: 12 x 18 cm /160 páginas

