Blog Estúdio
Badalação, grifes e crimes em Porto Alegre
Dublinense publica segunda edição de romance de Ana Cristina Klein
postado por Lu Thomé em 25 de junho, 2010
E se todos os homens ricos e bem-sucedidos da cidade já estivessem casados? Até onde vai a loucura de uma mulher solteira para fisgar um bom partido? Bia Tognazzi é uma linda mulher que pertence a uma família tradicional de Porto Alegre. Exigente, dispensou todos os homens interessados quando era jovem. E, claro, brincou com os sentimentos de muitos outros, como Ualdisnei, filho da empregada de uma das suas amigas. Agora, Bia está mais velha e disposta a acabar com a solteirice. Mesmo que, para isso, precise eliminar literalmente a concorrência.

Moinhos de sangue, de Ana Cristina Klein, será lançado pela Dublinense no dia 30 de junho de 2010 (quarta-feira), a partir das 19h, na Palavraria em Porto Alegre. O livro também terá lançamento em Novo Hamburgo, que ocorre no dia 1º de julho (quinta-feira).
O livro foi criado como um folhetim contemporâneo, com muito humor. Bia assumiu, junto com o pai, a empresa da família. Bem-sucedida e bonita, nunca encontrou um namorado a sua altura. Ualdisnei, antigo affair, agora é delegado e cotado para ocupar o cargo de Secretário de Segurança no Governo. “Os melhores homens estão tomados. Por isso, Bia vê como uma das alternativas matar a esposa. E, para isso, comprometer Ualdisnei e muita gente. Escrevi uma sátira da região da Padre Chagas. E, mesmo com toda a psicopatia, os leitores acabam torcendo para que Bia se dê bem”, explica Ana Cristina Klein.
Moinhos de sangue foi publicado originalmente em 2006. Para a nova edição, o livro foi retrabalhado em parceria com os editores, aprimorando a narrativa. “A nova edição também inclui um teaser para o meu próximo livro, que será uma espécie de continuação de Moinhos de sangue”, explica. Para a divulgação do livro foi criado um site (www.moinhosdesangue.com.br) e um perfil no Twitter (www.twitter.com/moinhosdesangue).
Ana Cristina Klein nasceu em Porto Alegre, mas reside em Novo Hamburgo. Como escritora, freqüentou as oficinas literárias ministradas por Charles Kiefer. Participou, entre outras, das antologias 102 que contam, 103 que contam, 104 que contam, Porque hoje é sábado e Outras mulheres. Profissionalmente, Ana atua como exportadora de calçados e consultora de marketing internacional. Em função desta atividade, costuma viajar frequentemente para o exterior, de onde também traz inspiração para as suas histórias.
Moinhos de sangue
Preço: R$ 28,00 (exemplar) /Formato: 14 x 21 cm /192 páginas
www.dublinense.com.br
- categorias:
- Lançamento, Livros
- tags:
- Dublinense
Poemas do penúltimo romântico
Os dentes da delicadeza é o próximo lançamento da Não Editora
postado por Lu Thomé em 25 de maio, 2010
Poemas que apresentam o comum e o usual, vistos por uma lente que os torna repletos de emoção, fugindo do óbvio e respeitando o silêncio, mas fazendo muito barulho. Uma poesia que se apresenta simples e sincera, e traz consigo muito significado.

Os dentes da delicadeza é o novo lançamento da Não Editora. O livro terá sessão de autógrafos no dia 1º de junho de 2010 (terça-feira), a partir das 19h, no Café da Oca (Rua General João Telles, 512 — Porto Alegre — RS).
A poesia de Everton Behenck parece não seguir regras, como se nascesse de forma natural e quase espontânea. Os poemas, que totalizam 33 no livro, não possuem títulos ou classificações prévias. No entanto, por trás desta aparente simplicidade, está o trabalho árduo de um poeta que assumiu como missão apresentar o cotidiano e dar-lhe a graça necessária para gerar sorrisos, dor, alegria, tristeza, dúvida. Sentimento.
Conforme a bem-humorada apresentação do livro, escrita pelo poeta e cronista Fabrício Carpinejar, que mostra Behenck como o penúltimo dos românticos:
“O autor possui o dom de capturar o incrivelmente comum, o absolutamente normal, e impregnar de uma emoção que desafia a memória. Está lá no meio do óbvio, onde qualquer outro faria cartão florido para a namorada, mas a partir de um toque, de uma inflexão, de uma torção maliciosa, ele escapa da melosidade de J. G. Araújo e entra na elegância de um apelo real e necessário.
Entende de rima rica e, acima de tudo, respeita a pobreza do silêncio. Escreve demais escrevendo de menos. É um verborrágico minimalista. Um mímico que também narra. Assume o flerte com a canção para namorar o mistério. Quebra a vitrine da loja de noivas para casar em Las Vegas. Não se economiza na aventura.
‘Nada mais maldito
Que um amor bonito’
Everton Behenck é o penúltimo romântico. O último romântico é o leitor, que se apaixonará facilmente pela sua mordida.
‘Há que se duvidar do amor
Amando’
Vinicius pode descansar em paz.”
Everton Behenck nasceu em Porto Alegre, em 1979. É redator, poeta e músico. Já teve poemas publicados na extinta revista EntreLivros e no Jornal Vaia. Os dentes da delicadeza é seu livro de estreia.
No dia 1º de junho também acontece a estreia da banda Casamadre, da qual Everton é vocalista e letrista. A banda faz show após a sessão de autógrafos. O site da Casamadre é
http://www.myspace.com/casamadrerock.
Os dentes da delicadeza
Preço: R$ 20,00 (exemplar) /Formato: 12,5 x 18 cm /80 páginas
www.naoeditora.com.br
- categorias:
- Lançamento, Livros
- tags:
- Não Editora
O que realmente interessa na Copa
Dublinense lança A Copa que interessa, de Eduardo Menezes
postado por Lu Thomé em 20 de maio, 2010
O publicitário Eduardo Menezes e a editora Dublinense já preparam a sua escalação para a Copa do Mundo 2010. Foram convocados: história, política, geografia, estatística, descomprometimento, humor, boato, fato, rivalidade e (até) futebol. Preste atenção nos detalhes inusitados e nas estatísticas duvidosas. A maior competição do mundo vai começar.

A Copa que interessa será lançado pela Dublinense no dia 26 de maio de 2010 (quarta-feira), a partir das 18h30min, no Caminito, em Porto Alegre.
O guia foi planejado para apresentar o que realmente interessa no mais importante evento esportivo mundial. Entre teorias conspiratórias, causos bizarros, estereótipos redutores e lendas do esporte, o livro foi dividido na ordem dos oito grupos sorteados para a Copa, trazendo detalhes sobre cada um dos países participantes.

Foto: Gabriel Gama e Rodrigo Pereira
“Eu sou um curioso por natureza e guardo muita informação. Não me lembro de tudo, mas lembro as situações e histórias, e sempre me interessei pelo romance e pelo drama das coisas”, explica Menezes. Segundo o publicitário, o texto de muitos países já estava definido no início do projeto. Outros, no entanto, necessitaram de pesquisa adicional para se encaixar no modelo.
A ideia de produzir o guia tem sete anos e, antes de ser concluída, gerou outros projetos como o blog Bronze Brasil (http://bronzebrasil2008.wordpress.com/), fenômeno durante a Olimpíada de 2008, e o site Ronaldinho na Copa (http://ronaldinhonacopa.com/).
“A Copa que interessa, no entanto, é um projeto maior do que todos os outros. É um guia para a Copa do Mundo, mas vai além, porque fala bastante sobre a competição e tem um conteúdo diferenciado, focando no que é mais interessante através de uma abordagem descomprometida sobre tudo e sobre como o futebol ajuda a explicar o mundo”, ressalta.
O guia ultrapassa os limites de discussões pontuais sobre escalação ou jogadas com ou sem impedimento. Para cada uma das seleções presentes, também foram considerados fatores de “Por que torcer”, “Por que secar” e “Finja que entende”, que traz argumentos infalíveis para serem usados na mesa do bar ou entre comentaristas não-oficiais de plantão.
Eduardo Menezes é publicitário e diretor de criação da BOCA. Vive em Porto Alegre, onde tem ideias desde 1981. Além do projeto Bronze Brasil e Ronaldinho na Copa, ele é o idealizador do Super Trunfo Católico, e também coordena a Serra Leoa, sua empresa de conteúdo e marca institucional de todas as suas iniciativas.
- categorias:
- Lançamento, Livros
- tags:
- Dublinense
Relançamento com “polpa” e circunstância
Não Editora promove debate sobre ficção de gênero
postado por Lu Thomé em 9 de abril, 2010
Os monstros, mistérios e fantasias da Não Editora continuam dando o que falar. Para comemorar as conquistas da coleção Ficção de polpa, e a terceira edição do Volume 1 da antologia, a editora promove o relançamento da coleção.
No dia 13 de abril (terça-feira), às 19h, será realizado o debate O público e a crítica da ficção de gênero, com participação do jornalista e crítico literário Carlos André Moreira e do escritor e organizador das antologias Ficção de polpa Samir Machado de Machado. O evento, que terá mediação do escritor Antônio Xerxenesky, acontece na Palavraria, em Porto Alegre (RS).
Após o debate, a Não Editora realiza uma sessão de autógrafos com todos os autores dos três volumes do Ficção de polpa.
Debate O público e a crítica da ficção de gênero, com Carlos André Moreira e Samir Machado de Machado, e mediação de Antônio Xerxenesky; e sessão de autógrafos dos três volumes da coleção Ficção de polpa.
Dia 13 de abril (terça-feira), às 19h.
Palavraria (Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Porto Alegre – RS)
Entrada franca

- categorias:
- Eventos, Livros
- tags:
- Não Editora
Enchentes que inundam tempos, lugares e vidas
Guido Kopittke lança seu primeiro romance
postado por Lu Thomé em 30 de março, 2010
O tempo é anterior à Revolução de 1930. O local é Volta do Jacuhy. Os personagens circulam no entorno do patriarca Bento Guimarães, de seu filho Aluízio e da prostituta Teresa. Todos compõem uma sociedade construída sob as bases do conservadorismo, com sua moral e política, cedendo espaço para a modernização.
Enchentes é um tributo à ficção realista, que teve grandes mestres no Rio Grande do Sul. O livro, estreia de Guido Kopittke no romance, será lançado pela Dublinense no dia 8 de abril de 2010 (quinta-feira), a partir das 18h30min, na Palavraria.

Enquanto Bento Guimarães viaja para a Europa com sua esposa, o filho Aluízio assume os negócios. É quando Teresa, uma prostituta marcada por um segredo, entra no caminho de Aluízio. E uma enchente está prestes a mudar a vida de todos. Guido Kopittke apresenta uma cidade com suas pessoas e pontos de encontro para conchavos e brigas. Uma região marcada pela água, que sobe em seu nível máximo, tornando-se um verdadeiro fator modificador de toda a cidade e seus habitantes.
Na orelha do livro, a professora Regina Zilberman destaca as principais características de Enchentes. “Guido Kopittke não escreveu um romance histórico, nem produziu um texto anacrônico, já que Enchentes constitui sobretudo um livro sobre a atualidade sulina e, por extensão, brasileira. É sob esse ângulo que podemos entender a conciliação entre o passado e o presente, representado pelo patriarca dos Guimarães e seu filho, a submissão feminina, a modernização comandada pelos conservadores. Em seu romance, de modo magnífico, e contrariando a tradição, Guido Kopittke mostra que nem todas as enchentes são purificadoras. Podem ser restauradoras, como ocorre em Volta de Jacuhy; ou revolucionárias, como se passa com Jurema. Mas, plurais, como indica o título do romance, nunca serão semelhantes entre si.”
Guido Martin Kopittke é gaúcho de Lajeado, formado em engenharia pela UFRGS. Publicou, em 2004, Na companhia das tias, livro de minicontos inspirado na mitologia familiar dos imigrantes alemães no Rio Grande do Sul. Participou das antologias 101 que contam, Brevíssimos e 30 contos imperdíveis, além de ter textos publicados na revista eletrônica Bestiário e no jornal A Capital. Em 2008, teve o conto Procedimento padrão selecionado no concurso Histórias do Trabalho. Faz a oficina literária de Charles Kiefer desde 2003.
- categorias:
- Lançamento, Livros
- tags:
- Dublinense
« Página anterior —
Próxima Página »