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No inferno é sempre assim

Dublinense lança livro de estreia de Daniela Langer

postado por Lu Thomé em 8 de abril, 2011

Um mendigo que espia, da vitrine de uma confeitaria, os deleites de uma mosca nos doces. O menino que se depara com uma nova existência a partir da morte da mãe. Os amores, sonhados ou vividos, correspondidos ou sofridos. O sofrimento e a dor de cada um de nós que, na verdade, é a provação de estar vivo e viver todos os infernos que existem na busca de salvação ou mais danação.

No inferno é sempre assim
No inferno é sempre assim e outras histórias longe do céu, de Daniela Langer, será lançado pela Dublinense no dia 13 de abril de 2011 (quarta-​feira), a partir das 19h30min, na Palavraria, em Porto Alegre.

O estilo de Daniela Langer é cuidadoso. Em sua narrativa intimista, o leitor se depara com infernos próprios, mas que trazem conceitos mais amplos, mostrando experiências de privação, castigo e, muitas vezes, aprendizado, que não escapam da dor, da miséria e do desespero. A escritora Monique Revillion escreveu sobre Daniela. “Em seu livro de estreia, recebemos uma contista que, segura de seu talento, nos brinda com os excelentes textos de No inferno é sempre assim e outras histórias longe do céu, um inferno do qual não desejamos e nem conseguimos escapar com facilidade. Os enólogos utilizam uma expressão peculiar para definir essa sensação de persistência: o retrogosto, que os vinhos de boa cepa deixam em nosso sistema gustativo. Como os melhores sauvignons ou malbecs, os contos aqui registrados permanecem ecoando em nossa imaginação e memória – pelo evidente cuidado com que foram elaborados.”

Daniela Langer nasceu em Porto Alegre e é webdesigner. Seu interesse pelos livros a levou à pós-​graduação em literatura, cultura e regionalidade e a participar da oficina literária de Charles Kiefer. Publicou textos em diversas antologias, como Inventário das delicadezas (Nova Prova, 2007) e Outras mulheres (Dublinense, 2010), e venceu o concurso de contos Osman Lins (2005).

LANÇAMENTO DE NO INFERNO É SEMPRE ASSIM, com sessão de autógrafos da autora.
Data e horário: 13 de abril de 2011 (quarta-​feira), a partir das 19h30min.
Local: Palavraria (Rua Vasco da Gama, nº 165 — Porto Alegre — RS).

Preço: R$ 26,00 (exemplar) /​Formato: 14 x 21 cm /​96 páginas

www.dublinense.com.br

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A poética do conto

Livro será lançado no dia 09 de abril na Palavraria em Porto Alegre

postado por Lu Thomé em 4 de abril, 2011

A editora LeYa Brasil lança A poética do conto – de Poe a Borges, um passeio pelo gênero. Escrita pelo crítico literário, professor e escritor Charles Kiefer, a obra analisa o conto a partir da perspectiva de Edgar Alan Poe, Julio Cortázar e Jorge Luis Borges. A poética do conto será lançado no dia 9 de abril de 2011 (sábado), a partir das 18h, na Palavraria em Porto Alegre.

A poética do conto
Gênero literário tradicional, cujas raízes remontam às manifestações orais, passando pelo período de narrativa intercalar, comuns na Idade média, o conto tem sido estudado com frequência, sob diversos ângulos. Charles Kiefer propõe uma análise inovadora ao circunscrever seu objeto a quatro autores e um determinado tipo de conto, aquele nascido com a industrialização, próprio da modernidade ocidental. Num movimento circular e concêntrico, o autor trabalha a partir da leitura que Edgar Allan Poe faz de Nathaniel Hawthorne, da leitura que Julio Cortázar faz de Poe e da leitura que Jorge Luis Borges faz dos três.

Pesquisador experiente, Kiefer reconhece as dificuldades da teoria literária. Por isso, de antemão avisa que não pretende realizar uma poética do conto no sentido amplo do termo, tão pouco pretende registrar a evolução histórica do gênero. E ainda que tenha escolhido autores específicos, não pretende analisar suas respectivas obras, mas sim a análise desses contistas sobre seus pares e, consequentemente, sobre um determinado tipo de conto.

A poética do conto não poderia prescindir de Edgar Allan Poe, um dos pioneiros na discussão do gênero. Nathaniel Hawthorne ofereceu a ele a resistência e o espelhamento necessários para a produção de sua síntese teórica. A escolha de Julio Cortázar justifica-​se por ele ter sido o escritor latino-​americano que melhor encarnou a duplicidade artista/​teórico, na opinião de Kiefer. Borges completa a lista tanto pela qualidade de sua obra quanto pela forte influência sobre novos contistas. Com essas escolhas cuidadosas e precisas, Charles Kiefer conduz o leitor, de fato, a um passeio pelo gênero – uma visita ao mesmo tempo agradável e enriquecedora.

“Como os extremos de uma ponte, com suas duplas passarelas, Hawthorne/​Poe e Cortázar/​Borges ligam um período histórico a outro. Por isto, escolhemos eles – porque estão no princípio e no fim de um ciclo: o do capitalismo industrial, depois das diligências, e antes das viagens espaciais”.

A póetica do conto teve uma primeira edição (já esgotada) editada em 2004 pela Nova Prova, que trazia uma versão reduzida do texto de Kiefer. Essa edição da Leya publica pela primeira vez o texto na íntegra.

Charles Kiefer nasceu em 1958, em Três de Maio (RS). Estreou na ficção em 1982 com Caminhando na chuva, novela de temática adolescente que já vendeu mais de 100 mil exemplares. Em 1985, ganhou projeção nacional com a novela O pêndulo do relógio, agraciada com o Prêmio Jabuti. Em 1993, com Um outro olharAntologia pessoal, recebeu novamente dois prêmios Jabuti. Desde então vem acumulando uma série de outras premiações, como o prêmio Guararapes – da União Brasileira de Escritores –, o Afonso Arinos – da Academia Brasileira de Letras – e o Altamente Recomendável para Adolescentes – da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, entre dezenas de outros. Com mais de 30 livros publicados, Charles Kiefer é professor de Escrita Criativa, na PUC-​RS, e orientador de oficinas literárias particulares. Também editou pela Leya o livro Para ser escritor.

A editora – A LeYa nasceu em Portugal, em janeiro de 2008, como empresa holding na qual se integram algumas das mais prestigiadas editoras nacionais e duas das mais bem-​sucedidas editoras africanas. Compõem a LeYa as seguintes editoras: ASA, Caderno, Caminho, Casa das Letras, Dom Quixote, Estrela Polar, Gailivro, Livros d’Hoje, Lua de Papel, Ndjira (Moçambique), Nova Gaia, Nzila (Angola), Oceanos, Oficina do Livro, Quinta Essência, Sebenta, Teorema e Texto.

ARRECADAÇÃO: Durante o lançamento, será montado um posto de arrecadação de agasalhos para a Kinder, entidade filantrópica situada em Porto Alegre, que atende bebês, crianças e jovens portadores de deficiências múltiplas. Participe e ajude!

LANÇAMENTO DE A POÉTICA DO CONTO, com sessão de autógrafos do autor.
Data e horário: 9 de abril de 2011 (sábado), a partir das 18h.
Local: Palavraria (Rua Vasco da Gama, nº 165 — Porto Alegre — RS).

Preço: R$ 44,90 (exemplar) /​Formato: 14 x 21 cm /​400 páginas

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Aventuras de Tomé Pires

Dublinense lança romance histórico ficcional de Norma Ramos

postado por Lu Thomé em 25 de março, 2011

Assim como os navegadores portugueses, Norma Ramos desbravou novos caminhos, promovendo um encontro da literatura com personagens históricos. A trajetória do naturalista, boticário e diplomata Tomé Pires foi reconstruída através de pesquisas em fontes e registros oficiais, adicionando a criatividade ficcional da autora.

Aventuras de Tomé Pires
Aventuras de Tomé Pires, naturalista, boticário e diplomata, no Reino de Cathay será lançado pela Dublinense no dia 29 de março de 2011 (terça-​feira), a partir das 19h, na Palavraria em Porto Alegre.

Aventuras de Tomé Pires narra a viagem do português que foi escolhido pelo Rei Dom Manuel, o Venturoso, para ser o primeiro embaixador de Portugal em território chinês. Junto com o sobrinho Estácio de Souza, ele descobriu a tradição, a riqueza e a cultura de uma terra exótica e repleta de possibilidades comerciais. O resultado é um registro fiel e encantador da coragem dos portugueses em suas navegações e da China da dinastia Ming no século XVI.

A autora Norma Ramos ouviu sobre o embaixador Tomé Pires quando trabalhava com diplomacia cultural no México. Foram anos de pesquisas em livros e consultas a registros e documentos, como na visita que fez ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Lisboa (Portugal). A aventura de Pires serviu como base para a elaboração do romance histórico, que inclui personagens fictícios como o sobrinho Estácio de Souza.

Norma Ramos nasceu em Cruz Alta (RS), em 1928. Morou diversos anos no Rio de Janeiro e ingressou na carreira de diplomacia cultural, exercendo suas funções durante mais de 30 anos na Bolívia, na Colômbia e no México. Publicou o livro de contos A volta da escada (2003) e cursou a oficina literária de Charles Kiefer, participando das coletâneas Trinta contos imperdíveis (2006), 104 que contam (2008) e Outras mulheres (Dublinense, 2010).

LANÇAMENTO DE AVENTURAS DE TOMÉ PIRES, com sessão de autógrafos da autora.
Data e horário: 29 de março de 2011 (terça-​feira), a partir das 19h.
Local: Palavraria (Rua Vasco da Gama, nº 165 — Porto Alegre — RS).

Preço: R$ 34,00 (exemplar) /​Formato: 15 x 23 cm /​256 páginas

www.dublinense.com.br

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Ficção de polpa – Crime!

Não Editora lança quarto volume da antologia

postado por Lu Thomé em 21 de março, 2011

Com três volumes publicados, a coleção Ficção de polpa inicia uma nova fase, voltando-​se para um conceito mais abrangente, dentro da proposta de publicar literatura de gênero. Anteriormente direcionada para contos de ficção científica, fantasia e horror, o quarto volume da coleção publica um dos gêneros literários que mais despertam a atenção dos leitores: a literatura policial. O volume quatro traz seis contos de autores brasileiros e um português, que reúnem mistério e suspense.

Ficçao de Polpa - Crime!
Ficção de Polpa – Crime!, lançamento da Não Editora, terá sessão de autógrafos no dia 23 de março (quarta-​feira), às 19h30min, no Cult Bar, em Porto Alegre.

O idealizador e organizador do projeto Samir Machado de Machado explica o interesse nas histórias de crime. “Pode-​se dizer com segurança que, entre os gêneros literários, as histórias de crime e seus subgêneros sempre gozaram de maior popularidade, não apenas por terem um forte apelo realista, não apenas pelo inegável interesse mórbido que leitores de qualquer lugar do mundo sempre nutrem por histó¬rias de assassinatos, roubos e todo assunto capaz de preencher as páginas de um noticiário policial, mas, acima de tudo, pelo apelo à razão. Onde há um crime, há um criminoso, e descobrir o culpado é sempre propor um jogo, quer o leitor tome parte dele ou apenas o acompanhe sem compreender muito bem para onde está sendo levado – até chegar à revelação final.”

O livro traz seis contos: As muralhas verdes, de Carlos Orsi, sobre um assassinato cometido dentro de um reality show; A conspiração dos relógios, do português Yves Robert, continuação de Traz outro amigo também; A aventura do americano audaz, de Octávio Aragão, uma aventura com Sherlock Holmes; A carne é fraca, de Rafael Bán Jacobsen, sobre crimes cometidos num açougue no século XIX; A agulha de Calcário, de Carol Bensimon, sobre um hotel temático de detetives em Etretat; e Um dos nossos, de Carlos André Moreira, um conto hard-​boiled sobre um crime envolvendo assaltantes de carros-​fortes em Porto Alegre.

Outro destaque, já tradicional do projeto, é a faixa bônus, com uma tradução especial. Essa edição traz o conto A moeda de Dionísio, de Ernest Bramah, com o personagem do detetive cego Max Carrados, à sua época tão popular quanto Sherlock Holmes, mas que com o tempo caiu em esquecimento. A tradução é de Bruno Mattos.

A capa do Ficção de polpa – Crime! foi feita por Jader Corrêa (arte) e Matias Strebb (cor), com supervisão artística de Daniel HDR (Dínamo Studio — http://dinamo.art.br/). E diferente das edições anteriores, o novo Ficção de polpa ganhou ilustrações produzidas pelos desenhistas Diego Moreira, Elvis Moura, Fernando Gil e Rodjer Goulart, do Dínamo Studio, também com supervisão artística de Daniel HDR, além de Maurício N. Sants e Bernardo Assis Brasil, da Animake (http://www.animake.com.br/).

LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA FICÇÃO DE POLPA – CRIME!, com sessão de autógrafos dos autores
Data e horário: 23 de março de 2011, às 19h30min.
Local: Cult Bar (Rua Comendador Caminha, 348 – Porto Alegre — RS). Entrada franca.

Preço: No lançamento preço especial: R$ 20,00 /​Depois R$ 25,00 (exemplar) — Formato: 12 x 18 cm /​160 páginas

www.naoeditora.com.br

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Rabiscos no pensamento

Poemas têm os sentimentos do cotidiano como fonte de inspiração

postado por Lu Thomé em 18 de março, 2011

Quando as palavras são fiéis aos sentimentos, acabam mostrando a beleza do tempo. E mesmo aqueles pensamentos engavetados, com poemas novos e antigos, trazem a força e o significado da vida e da morte, dos lamentos sem consolo, da simples felicidade, do amor, da paixão, da fé, das perdas e da descoberta de si mesmo. A memória do cotidiano e do afeto, que forma cenas e saudades que nem sempre rimam, mas trazem marcas e lembranças.

Rabiscos no pensamento
Rabiscos no pensamento será lançado pela Dublinense no dia 22 de março de 2011 (terça-​feira), a partir das 19h30min, na Livraria Cultura em Porto Alegre.

Nesta antologia, Helena Hofmeister Martins-​Costa resgata seus escritos mais intimistas, com versos que transpassam pela família, pelo amor, pela pressa do mundo, pela religiosidade e pela perda. De forma delicada, a autora costura amostras do cotidiano, numa obra marcada pelo desejo imenso de compartilhar sentimentos e acontecimentos. A crítica literária e doutora em literatura comparada Léa Masina, escreveu sobre o livro. “Mas não se trata de uma visão estática da vida: poetisa opõe vida-​paisagem ao movimento, mesmo quando sugere ao leitor pegar nas tintas/​pintar seus quadros. Sem dúvida, as artes plásticas, em diálogo interno, estão presentes nessa composição. E não se trata, entretanto, de pintar apenas naturezas mortas: os poemas pretendem apreender o movimento através das cores naturais, das coisas vivas, como as flores – a sempre-​viva, o jacarandá –, e ainda a luz que advém das imagens transformadas em algo novo e mutante.”

A coordenação editorial e a seleção de textos de Rabiscos no pensamento foram executadas pela Agência da Palavra.

Helena Hofmeister Martins-​Costa é como a heroína dos grandes romances. Mãe de nove filhos, avó de vinte netos e bisavó de três bisnetos. Sempre teve um olhar mais atento ao outro e, ao longo do tempo, soube criar momentos distintos para si, seus escritos e filhos de outros filhos. Como cofundadora do Movimento em Defesa da Vida, em Porto Alegre, Helena respira voluntariado. Acolher, contar e fazer poesia é o seu ofício – do qual nunca se aposenta. Rabiscos no pensamento é seu livro de estreia.

LANÇAMENTO DE RABISCOS NO PENSAMENTO, com sessão de autógrafos da autora.
Data e horário: 22 de março de 2011 (terça-​feira), a partir das 19h30min.
Local: Livraria Cultura – Bourbon Shopping Country (Av. Túlio de Rose, nº 80 – Porto Alegre – RS).

Preço: R$ 25,00 (exemplar) /​Formato: 14 x 21 cm /​96 páginas

www.dublinense.com.br

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