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Realidades, dores e redenções

O quase-nada reúne contos que apresentam uma literatura densa e original

postado por Lu Thomé em 26 de julho, 2010

Medicina e literatura se abastecem da mesma fonte: as pessoas, com suas trajetórias, dores, vida e morte. Um território, ao mesmo tempo lírico e terrível, mas que fascina. As histórias do médico e escritor Valmor Bordin transitam por lugares onde a doença se alastra pelos interstícios da própria sociedade. É um cenário composto de pesadelos, angústia e luto, em que resta o quase-​humano, o quase-​nada.

O quase-nadaO quase-​nada será lançado pela Dublinense no dia 30 de julho de 2010 (sexta-​feira), a partir das 19h, na Palavraria em Porto Alegre.

Os 15 contos de O quase-​nada se apropriam do universo médico, para apresentar experiências e situações limítrofes. Através de uma produção literária densa e original, o autor utiliza imagens e metáforas fortes e impactantes, servindo como um espelho sem filtros da própria realidade e da condição humana.

Na orelha do livro, o escritor Charles Kiefer fala sobre o processo de criação do autor. “Durante quatro anos, com uma persistência de camponês – que sabe que, antes de colher, é preciso plantar –, Valmor Bordin frequentou as minhas oficinas literárias. Fui particularmente exigente com ele, pois sei, como dizia Anton Makarenko, que exigir o máximo de uma pessoa é respeitá-​la ao máximo. O resultado está aqui: contos cheios de vida, ainda cheirando a húmus, histórias dolorosamente humanas, que misturam lágrimas, desejos e sonhos. Sem isso, sem esse telurismo, sem essa ternura e compaixão pela essência dos seres e das coisas, a literatura se torna um mero passatempo. Para Valmor Bordin, ao contrário, literatura é sangue, é experiência transformada e transformadora, é alegria de ser e de viver.”

Valmor Bordin nasceu entre Bela Vista e Barão Hirsch, povoados de pequenos agricultores de origem italiana e judaica, pertencentes ao município de Jacutinga (RS). Cursou medicina na Universidade de Passo Fundo (UPF) e, atualmente, é psiquiatra em Passo Fundo. Venceu concursos de poesia e de contos e participou de diversas antologias, como 30 contos imperdíveis e Inventário das delicadezas. Publicou, em 2009, o livro Voo rumo às asas – a arte e o vínculo como remédio. Frequentou oficinas literárias de Charles Kiefer, Armindo Trevisan e Luiz Antonio de Assis Brasil.

O quase-​nada
Preço: R$ 25,00 (exemplar) /​Formato: 14 x 21 cm /​104 páginas
www.dublinense.com.br

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Lançamento, Livros

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Crimes, mistério e um violento fetiche

Dublinense realiza lançamento de Fetiche em Porto Alegre e Montenegro

postado por Lu Thomé em 12 de julho, 2010

Quando jovens começam a aparecer mortas e seus pés – arrancados dos corpos – desaparecem, não resta mais dúvida de que não se trata de um assassino comum. Na pequena cidade de Adenauer não faltam suspeitos. E a responsabilidade de encontrar o culpado recai sobre o delegado Weber e o comissário Nestor. Entre trapaças e mentiras, a trama leva o leitor para um mistério cheio de suspense, envolto em segredos e conduzido por um louco e violento fetiche.

Fetiche
Fetiche, de Carina Luft, será lançado pela Dublinense no dia 17 de julho de 2010 (sábado), a partir das 17h, na Palavraria em Porto Alegre. O livro também terá lançamento em Montenegro, que ocorrerá no dia 18 de julho (domingo), na Estação da Cultura.

A autora trabalhou na produção do folhetim policial Fetiche durante cinco anos. A ideia inicial do livro surgiu a partir de uma curiosidade sobre o fetiche por pés, e foi complementada com conversas e entrevistas com policiais e investigadores, além de pesquisas nas áreas de psiquiatria forense para entender a mente dos psicopatas e serial killers e leituras de autores consagrados do gênero. “Para minha surpresa, o fetiche por pés é um dos mais frequentes que existem. E resolvi transportar o tema para um universo de crime, mostrando o difícil trabalho da polícia brasileira, num país em que a permissão e as aparências muitas vezes falam mais alto, mas também representando a violência, não só física, mas social, política e psicológica que está presente no nosso dia-​a-​dia”, ressalta Carina.

Carina Luft nasceu em Montenegro, em 1971. Ingressou na oficina literária de Charles Kiefer em 2003, e participou do curso A construção do romance, com Luiz Antonio de Assis Brasil. Integrou as antologias de contos 101 que contam, 103 que contam, Porque hoje é sábado104 que contam. Ficou em primeiro lugar na categoria conto do I Prêmio AMES/​Jornal Ibiá de Literatura, em 2005. Formada em secretariado executivo bilíngue e pós-​graduada em Administração e estratégia empresarial, foi colunista do jornal O Progresso, em Montenegro, e participa do programa Pauta Livre da TV Cultura de Montenegro.

Fetiche
Preço: R$ 25,00 (exemplar) /​Formato: 14 x 21 cm /​160 páginas
www.dublinense.com.br

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Lançamento, Livros

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