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Enchentes que inundam tempos, lugares e vidas

Guido Kopittke lança seu primeiro romance

postado por Lu Thomé em 30 de março, 2010

O tempo é anterior à Revolução de 1930. O local é Volta do Jacuhy. Os personagens circulam no entorno do patriarca Bento Guimarães, de seu filho Aluízio e da prostituta Teresa. Todos compõem uma sociedade construída sob as bases do conservadorismo, com sua moral e política, cedendo espaço para a modernização.

Enchentes é um tributo à ficção realista, que teve grandes mestres no Rio Grande do Sul. O livro, estreia de Guido Kopittke no romance, será lançado pela Dublinense no dia 8 de abril de 2010 (quinta-​feira), a partir das 18h30min, na Palavraria.

Enchentes
Enquanto Bento Guimarães viaja para a Europa com sua esposa, o filho Aluízio assume os negócios. É quando Teresa, uma prostituta marcada por um segredo, entra no caminho de Aluízio. E uma enchente está prestes a mudar a vida de todos. Guido Kopittke apresenta uma cidade com suas pessoas e pontos de encontro para conchavos e brigas. Uma região marcada pela água, que sobe em seu nível máximo, tornando-​se um verdadeiro fator modificador de toda a cidade e seus habitantes.

Na orelha do livro, a professora Regina Zilberman destaca as principais características de Enchentes. “Guido Kopittke não escreveu um romance histórico, nem produziu um texto anacrônico, já que Enchentes constitui sobretudo um livro sobre a atualidade sulina e, por extensão, brasileira. É sob esse ângulo que podemos entender a conciliação entre o passado e o presente, representado pelo patriarca dos Guimarães e seu filho, a submissão feminina, a modernização comandada pelos conservadores. Em seu romance, de modo magnífico, e contrariando a tradição, Guido Kopittke mostra que nem todas as enchentes são purificadoras. Podem ser restauradoras, como ocorre em Volta de Jacuhy; ou revolucionárias, como se passa com Jurema. Mas, plurais, como indica o título do romance, nunca serão semelhantes entre si.”

Guido Martin Kopittke é gaúcho de Lajeado, formado em engenharia pela UFRGS. Publicou, em 2004, Na companhia das tias, livro de minicontos inspirado na mitologia familiar dos imigrantes alemães no Rio Grande do Sul. Participou das antologias 101 que contam, Brevíssimos30 contos imperdíveis, além de ter textos publicados na revista eletrônica Bestiário e no jornal A Capital. Em 2008, teve o conto Procedimento padrão selecionado no concurso Histórias do Trabalho. Faz a oficina literária de Charles Kiefer desde 2003.

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Lançamento,Livros

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